Pium, sábado 19 de outubro de 2019

Educação

Em meio a dúvidas sobre seu futuro, campi da Unitins no Bico e em Dianópolis recebem R$ 18 milhões do Estado

12/02/2015 09h33

Ruy Bucar/Ascom Unitins Reitora Elizângela Glória Cardoso, durante reunião no Bico “Estamos trabalhando arduamente para retomar o funcionamento de todos os nossos campi

O governador Marcelo Miranda (PMDB) destinou mais R$ 18 milhões para a Fundação Universidade do Tocantins (Unitins). Segundo a instituição, o dinheiro vai atender as necessidades dos campi de Dianópolis, Araguatins e Augustinópolis. Com as aulas suspensas, esses campi estão sob um clima total de apreensão. Nos últimos dias, inclusive, os alunos da Unitins no Bico do Papagaio chegaram a fazer manifestações contra uma suposta possibilidade de fechamento das unidades de Araguatins e Augustinópolis.

O anúncio da liberação dos recursos foi feito pela reitora Elizângela Glória Cardoso na noite desta terça-feira, 10, em Augustinópolis, durante reunião com acadêmicos da região, que estão com as aulas suspensas.

Reitora Elizângela Glória Cardoso, durante reunião no Bico “Estamos trabalhando arduamente para retomar o funcionamento de todos os nossos campi”, garantiu Elizângela Glória Cardoso ao abrir a reunião com acadêmicos do campus local e prestar informações necessárias para a comunidade acadêmica acerca dos desafios que a Unitins vem enfrentando e o que vem sendo feito para resolver as pendências.

“Essa decisão do governador demonstra a sua sensibilidade e o seu compromisso com a nossa universidade, sabemos agora que o problema não é falta de dinheiro, mas de ajuste legal”, garantiu a gestora que confia numa solução negociada.

Grave problema social
Para o promotor de Justiça Paulo Sérgio, “a chegada da Unitins em Augustinópolis veio para resolver um grave problema social, que seria a falta de aula numa instituição que estava irregular e, por uma ação do Ministério Público, teve que se regularizar”. “É preciso ter sensibilidade para compreender que foi uma necessidade urgente e que a Unitins precisa de um tempo para se organizar.”

O coordenador do curso de Direito daquele campus, Olacy Tiago Oliveira, avalia que a visita da reitora serviu para tirar muitas dúvidas e trazer esperanças. “Necessitávamos de respostas e foi o que vimos hoje. A partir de hoje teremos um novo direcionamento. Sabemos como prosseguir neste momento, isso deixa a situação um pouco mais tranquila”, disse o professor que elogia a destinação de mais recursos para a Unitins, mas lembra que o mais importante é o inicio das aulas.

“Antes desta reunião nós tínhamos na verdade, só especulação, agora temos informações e uma esperança maior, claro que a questão do descaso com a instituição tem história”, disso o acadêmico do 5º período do Direito Antonio Valdemaria. “De certo modo eu saio daqui mais confiante”, sintetizou o estudante que avalia a reunião como proveitosa.

Início da aula suspenso
A Unitins informou no dia 5 que o início das aulas nos campi de Araguatins, Augustinópolis e Dianópolis está suspenso por 30 dias. O comunicado esclarece que a instituição está impossibilitada de contratar professores devido ao cumprimento de Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

No entanto, decisão provisória do juiz Vandré Marques e Silva, que responde pela 4ª Vara da Fazenda Pública de Palmas, determina que a reitora da Unitins, Elizângela Glória Cardoso, nomeie imediatamente 15 candidatos aprovados no concurso público para professores com mestrado e doutorado da instituição.

O juiz reconheceu como incontestável a necessidade de professores na Unitins, citando, inclusive, a realização concurso. Também afirmou que mesmo que ainda existam "professores contratados de forma precária" atuando na universidade isto não é motivo para impedir a nomeação dos aprovados.

Também afirma que a demora na posse pode gerar prejuízos aos candidatos, à universidade, que necessita de mão-de-obra, e aos alunos que precisam de "professores com qualificação para obterem uma boa qualificação profissional".

Audiência pública
O líder do Governo na Assembleia, deputado Paulo Mourão (PT), afirmou que apresentaria na sessão desta quarta-feira a proposta de realização de audiência pública para discutir como a Unitins terá condições de cumprir o compromisso feito com os alunos incorporados à universidade.

Mourão disse que o governo passado incorporou à Unitins 1.200 alunos de faculdades municipais para os campi de Araguatins, Augustinópolis e Dianópolis, quando, segundo o deputado, "a universidade não dispõe de professores, não tem orçamento, não tem financeiro". “Isso é um desrespeito às leis vigentes e uma afronta ao sentimento humanitário de alunos e familiares”, avaliou.

Ruy Bucar
Ascom Unitins

   

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