Pium, sábado 19 de outubro de 2019

Educação

Audiências itinerantes serão realizadas para tratar da reestruturação dos campi da Unitins

27/03/2015 08h35


Ana Cássia Costa

A audiência pública na Assembleia Legislativa (AL) na tarde desta quinta-feira, 26, resultou na aprovação de requerimento para a realização de audiências in loco nos campi de Augustinópolis, Araguatins e Dianópolis, através da Comissão de Educação da Casa de Leis.

Em sua fala a reitora, Elizângela Glória Cardoso, afirmou que o objetivo da audiência foi “expor a Unitins que temos hoje e a Unitins que queremos e nós queremos uma universidade forte, participativa, sobretudo democrática e de fato pública a serviço da sociedade tocantinense”. A reitora pediu apoio dos parlamentares para resolver os problemas pontuais enfrentados pela Unitins e ressaltou o potencial da universidade. “Temos profissionais competentes, somente em Palmas temos 64 mestres, 22 doutores e 51 especialistas atualmente.

Atualmente a Unitins possui 14 cursos presenciais em quatro campi atendendo a 1.811 estudantes, 12 pólos de ensino à distância pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), que atende a 1.045 alunos. A reitora demonstrou, também, a percepção do Governo ao afirmar que “o governador Marcelo Miranda acredita na Unitins. Uma Unitins que possa desenvolver uma educação de qualidade e que essa educação oportunize o desenvolvimento social, econômico, político, cultural e principalmente que seja potencializador do desenvolvimento do capital humano”. Ela também agradeceu a participação ativa da sociedade, do poder Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e de toda comunidade acadêmica. “Estamos construindo uma nova identidade para Unitins e a construção dessa nova identidade está expressa também nos campi recém criados, onde contamos com profissionais altamente capacitados: temos professores promotores e juízes”.

Ao falar da Unitins que temos, a reitora fez uma breve exposição em dados afirmando que nos campi do interior as aulas são ofertadas em escolas públicas estaduais, sem bibliotecas, laboratórios e administrativo suficiente para atender a demanda. Também discorreu sobre dívidas, processos judiciais e pediu a colaboração do Legislativo para transformar a natureza jurídica da Unitins. Sobre isso, o procurador do Estado no ato representando a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Klédiston Moura, disse que já há um encaminhamento de interesse do Governo e da Reitoria em transformar a Unitinsforte e que seja de fato pública.

A reitora Elizângela Glória Cardoso, discursou, ainda, sobre importantes vitórias da universidade na sua gestão, dentre elas, a convocação dos candidatos aprovados no concurso para o cargo técnico-administrativo, num total de 77, sendo que o edital chamando 50% destes será publicado na próxima semana, a autorização da Justiça para contratação de professores o que possibilitou o retorno das aulas nos três campi do interior e a conversão de multa em projetos voltados para área da criança e do adolescente com foco no trabalho decente e para formação de conselheiros tutelares e de direitos.

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O deputado estadual Paulo Mourão, propositor da audiência, discursou sobre a necessidade de se estruturar os campi para oferecer uma universidade pública e de qualidade, que é interesse do governador Marcelo Miranda, com projeto pedagógico para o funcionamento desses campi. "Porque ai começamos a fazer justiça social", declarou.

O deputado Ricardo Ayres contribui afirmando que apesar de o Estado passar por dificuldades, já ha uma orientação para a manutenção dos campi a partir do aporte financeiro destinado pelo governador Marcelo Miranda. O deputado Eduardo Siqueira Campos também usou a tribuna e disse que está disposto a contribuir para planejar mais pela Unitins. Parabenizou o atual Governo por ter ampliado o recurso destinado a universidade.

Em seguida, o deputado Amelio Cayres, que é da região do Bico do Papagaio lembrou a necessidade de oferecer educação gratuita e de qualidade ao povo da região e reconheceu a necessidade da mobilização por mais orçamento para estruturar os campi da Unitins.

Os acadêmicos também participaram da audiência com perguntas quanto à transformação da universidade em autarquia, fizeram elogios e também teceram críticas. “Eu me sinto realizada. Vejo a Unitins falar de fato sobre educação”, disse Luzia Medeiros, acadêmica do 8º período de Serviço Social.

O promotor de Justiça de Dianópolis, Luís Francisco, declarou que após a chegada da Unitins em sua cidade, “lá virou um corredor de esperança” e pediu que “cada um, com sua parcela de responsabilidade, ajude a transformar a Unitins”. 


Ascom (Unitins)



   

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